terça-feira, 23 de dezembro de 2008

( "pássaro" )


Horas, horas sem fim,

pesadas, fundas,

esperarei por ti

até que todas as coisas sejam mudas.



Até que uma pedra irrompa

e floresça.

Até que um pássaro me saia da garganta

e no silêncio desapareça.





Eugénio de Andrade

1 comentário:

pinguim disse...

lembrei me hoje muita vez desse poema. as horas que passamos a esperar sao pesadas e fundas ...

beijinho e bom Natal minha querida